Saiba quais são as principais áreas de atuação da psicologia

Toda ciência é dividida em campos de estudos, essa divisão é necessária para melhor compreensão das áreas que ela observa. No caso da psicologia não é diferente, ela é dividida em uma série de segmentos que levam em conta casos em particular, os principais são a Psicologia do Trabalho, Psicologia forense, Psicologia escolar, Psicopedagogia, Psicologia médica e Psicologia clínica.
Hoje você conhecerá o que cada uma dessas vertentes estuda e qual sua importância em nossas vidas.

Psicologia do trabalho – Este ramo estuda o sujeito individual e o coletivo em suas interações de trabalho. Em outras palavras, o trabalho se apresenta como elemento constituinte da essência humana, da experiência, do saber/aprender se relacionar em sociedade e por isso é observado do ponto de vista psicológico.

A psicologia do trabalho avalia, através de métodos próprios, o desempenho cognitivo de um candidato a uma vaga de emprego, sua capacidade de raciocínio lógico e concentração, por exemplo. Procura acolher de maneira receptiva novos funcionários, para que sua integração ao coletivo da empresa seja a mais rápida e tranquila possível. Observa também, por estudos de médio e longo prazo, a possibilidade de evolução do funcionário dentro da empresa.

Outro ramo deste campo, aliado à psicologia médica, é a prevenção das doenças do trabalho, sobretudo do estresse. A partir de observações do cotidiano da empresa, os psicólogos do trabalho pontuam quais são os acidentes (sejam eles físicos ou psicológicos) mais comuns no dia a dia dela, para buscar formas de evitar esses acidentes e oferecer prazer no espaço de trabalho das equipes que analisa.

Psicologia forense – Esta designa a aplicação da psicologia, suas teorias e metodologias, às questões judiciais. Ou seja, a aplicação de linhas explicativas existentes na psicologia para a compreensão da relação do Homem (sujeito) com a Lei (no sentido restrito) de sua sociedade.

O profissional da psicologia forense pode oferecer psicodiagnóstico de criminosos e atestar se suas faculdades mentais estão normais ou se apresentam algum desvio psicopatológico. Presta assessoramento como perito técnico a órgãos judiciais, tentando reconstituir, com viés psicológico, um crime e as ações dos criminosos.

Atua também de forma preventiva, no planejamento e realização de programas e campanhas de prevenção e tratamento a doenças mentais que podem resultar em crimes e na reabilitação e reintegração ao meio social de criminosos que são considerados doentes mentais.

Pode ajudar também as vitimas de violência, oferecendo atendimento psicológico e dando orientações a elas, para que possam retornar à vida em sociedade sem traumas ou com eles controlados.
Psicologia escolar e psicopedagogia – Semelhante à psicologia do trabalho, a psicologia escolar (ou da Educação) estuda o sujeito individual inserido no contexto coletivo e suas interações. Neste caso, entretanto, os indivíduos em foco são o professor e/ou o aluno.

Historicamente pensada apenas para auxiliar no processo de aprendizagem de alunos com dificuldade, atualmente a ela tem um olhar mais amplo. Hoje preocupa-se, sobretudo, em diagnosticar o porquê das dificuldades de aprendizagem de certo alunos (a fim de diminui-las), verificando como o contexto histórico-sócio-cultural dele influencia nesta dificuldade.

Ao olhar para o professor, esta vertente da psicologia procura avaliar como se dá suas interações com os alunos e como são construídos os vínculos de afetividade dos dois (partindo do princípio que não existe relação que não envolva afetos, sejam positivos ou negativos). Também procura prestar orientações ao professor, o fazendo refletir sobre a realidade dos seus alunos para compreendê-los melhor.

Além disso, presta atendimento aos professores no sentido terapêutico, os ajudando a entender e diminuir suas inquietações enquanto profissionais da educação, já que suas relações com os alunos no ambiente escolar podem despertar uma série de questões e traumas psicológicos.

Com relação à psicopedagogia, ela assumiu o papel original da psicologia escolar. Hoje, o papel do psicopedagogo é, basicamente, auxiliar os alunos em seus processos de aprendizagem, buscando maior eficácia no aprendizado. Isto é, ela é uma ferramenta da psicologia da educação e tem caráter interdisciplinar (usando ferramentas da pedagogia, por exemplo).

Psicologia médica – Este viés tem como objeto de trabalho a relação médico–paciente (e dos profissionais de saúde em geral), ela observa como se constrói a relação dos dois indivíduos e busca formas de aproximação dos dois, visando, principalmente, a humanização do atendimento médico-hospitalar.

Ela é uma vertente que pretende estudar a psicologia do estudante de medicina, do médico, do paciente, da relação entre estes, da família e do contexto institucional destas relações.
Por isso, a psicologia médica é uma área de estudo obrigatória de estudantes de medicina. Sua principal função é despertar nos médicos a noção de que seus pacientes são sujeitos inseridos em contexto sócio-histórico-cultural e que, por isso, tem uma história e dificuldades que não se esgotam na doença a qual estão tratando.

De todo modo, mesmo sendo uma área de estudo da Medicina, existem psicólogos que fazem formação complementar nesta área, justamente para oferecer cursos de formação com um olhar mais psicológico do que médico, por exemplo.

Psicologia clínica – Esta é considerada a psicologia do consultório (ou do divã). Isto quer dizer que ela é a dedicada ao atendimento psicoterápico de pacientes individuais, em consultórios e por psicólogos dedicados à prática clínica, os chamados psicoterapeutas.

Sendo a mais famosa das vertentes da psicologia, ela procura diagnosticar e tratar os transtornos mentais e os aspectos psíquicos gerados por causa de doenças não mentais. Este é um tratamento periódico de longo prazo onde o psicólogo classifica, faz o diagnóstico e a intervenção clínico-psicológica em seu paciente.

Esta intervenção, parte mais duradoura do processo terapêutico, consiste na reflexão, avaliação, aconselhamento e reabilitação do paciente no que se refere a sua saúde mental e nas suas relações com o outro. E, como o ser humano apresenta questões e inquietações por toda a vida, essa intervenção pode ter caráter contínuo, auxiliando o sujeito (paciente) para que ele tenha constante equilíbrio psíquico.

Estes são os principais campos de atuação da Psicologia hoje. Como pudemos ver, as diferentes vertentes dela são definidas, sobretudo, pelo seu local de aplicação. Mesmo com suas especificidades, todas guardam em comum a busca pelo equilíbrio das relações entre o Eu (sujeito) e o Outro (definido pelas relações sociais).

A mente humana segundo Freud, a descoberta do Inconsciente.

Uma das maiores contribuições de Sigmund Freud para a psicologia, a partir de seus estudos de psicanálise, foi a descoberta e a sistematização do nosso inconsciente. Freud sistematizou a mente humana em três partes principais: o consciente, o pré-consciente e o inconsciente. Conheça o que essa teoria diz e entenda melhor como funciona nossa psique.

Para Freud, o consciente é a parte que está prontamente acessível da nossa mente e corresponde a apenas cerca de 30% dela. No consciente está tudo o que estamos ciente num dado momento: as percepções dos sentimentos, pensamentos, lembranças das tarefas corriqueiras e pessoas que participam da nossa vida diária, além das fantasias que construímos. Estes são exemplos do que fica na nossa consciência.

freud

Já no pré-consciente, uma área já menos exposta da mente, encontramos todos aqueles conteúdos que podem facilmente chegar à consciência; nesta área do psíquico ficam registradas lembranças de ontem, o segundo nome das pessoas, as ruas onde moramos e trabalhamos, datas comemorativas, nossos alimentos prediletos, o cheiro de certos perfumes e uma grande quantidade de outras experiências.

O Pré-consciente é como uma “área de consultoria” onde o consciente busca as lembranças e informações de que precisa para desempenhar de maneira satisfatória suas funções. Sua posição é estratégica, pois fica entre o consciente e o inconsciente.

Por fim, segundo Freud, a maior parte da psique humana, cerca de 70%, é composta pelo inconsciente e é sobre ele que o pai da psicanálise detém a maioria de seus estudos, descobrindo que os principais determinantes da personalidade, as fontes da energia psíquica, as pulsões e os instintos humanos ficam nessa região mental. Entretanto, todas essas informações (esses “materiais”, para a psicanálise) não estão disponíveis à consciência do Homem.

Segundo essa teoria, o ser humano não “esquece” de nada no decorrer de sua vida, mas, na verdade, exclui os registros da consciência e os guarda no inconsciente. Nele ficam registradas as lembranças de experiências traumáticas do sujeito, seus desejos não concretizados (ou seja: os “desejos reprimidos”) e também os impulsos que constituem fonte de ansiedade, por serem socialmente ou eticamente inaceitáveis para o indivíduo.

De todo modo, esses pensamentos ou memórias ainda afetam a consciência, mas apenas indiretamente. A ansiedade e o medo são os principais exemplos de como o inconsciente influencia a nossa vida diária. Muitas vezes, temos medo de algo porque aquilo remonta alguma experiência traumática anterior, para exemplificar.

Por guardar informações tão importantes, muitas questões do sujeito podem encontrar respostas em seu inconsciente. E, para acessar essas informações, é necessário o processo psicoterapêutico (ou psicanalítico). Nesse processo, com auxílio profissional e de recursos técnicos, o homem consegue acessar suas memórias inconscientes e, assim, entender inquietações e ansiedades que o afligem.

Essas são as três principais partes da mente humana para a vertente psicanalítica da psicologia. É certo que o funcionamento delas e a relação entre as três são bastante sofisticados e requerem um estudo mais aprofundado, mas, em linhas gerais, você pôde conhecer um pouco do que acontece em nossa mente e como isso afeta nossa vida enquanto sujeitos.

Saiba quais as diferenças entre o psicólogo, o psicanalista e o psiquiatra

É muito comum as pessoas confundirem os profissionais que trabalham com a nossa mente e não saberem a diferença entre o psicólogo, o psiquiatra e o psicanalista. Apesar de, geralmente, trabalharem em colaboração, cada um desses profissionais tem atividades específicas na ciência do nosso psíquico (ou pisque). Por isso preparamos um resumo prático para você entender a diferença entre os três e saber qual profissional procurar, no caso de alguma necessidade.

psicologo

I. Psicólogo

O psicólogo tem formação específica em um curso superior de Psicologia. Durante sua graduação, ele estuda os processos mentais (sentimentos, pensamentos, razão), o comportamento humano e também faz estágios supervisionados para observar na prática como os processos psíquicos acontecem no Homem.

Depois de formado, ele está habilitado a trabalhar com problemas de ordem psicológica e comportamental, podendo atuar como terapeuta (psicoterapeuta) e dar psicodiagnóstico de pacientes, orientação vocacional, trabalhar com psicologia do trabalho em empresas, social, escolar, dentre outras.

Se ele optar por ser psicoterapeuta, atenderá em um consultório pacientes individualmente ou em grupos. Terá também de escolher uma dentre as várias teorias de psicologia clínica que existem para utilizar no processo terapêutico de seus clientes . As principais são a cognitiva, a comportamental, o psicodrama e a psicanálise e os que elas têm em comum é que todas procuram uma maneira particular de descrever o que é o Sujeito Humano.

II. Psiquiatra

O psiquiatra é um médico que, após sua formação em Medicina, optou por fazer especialização em Psiquiatria. Esse curso de especialização, que geralmente dura cerca de dois a três anos, tem como objetivo habilitar o médico para tratar doenças mentais e para isso ele estuda neurologia, psicologia, psicofarmacologia, etc.

Esse profissional ajuda o paciente a partir de um olhar médico, observando quais são os possíveis problemas fisiológicos que a patologia psicológica pode causar no paciente.

Por ser médico, o psiquiatra é o único nas três modalidades de profissional que cuidam do psíquico que tem autorização para prescrever medicamentos e fazer um tratamento mental chamado de “orgânico” (já que mexe com o organismo do paciente, principalmente o Sistema Nervoso Central).

Geralmente, o tratamento psiquiátrico é aliado ao psicoterápico (ou “psicológico”), pois o profissional trata os sintomas do paciente com medicamentos de maneira paliativa (de modo a controlá-los) e o psicólogo faz um trabalho de longo prazo, para tratar a fonte do problema (ou doença) do paciente. Por isso, tanto o psicólogo pode encaminhar seu paciente para um psiquiatra, quanto o psiquiatra pode recomendar ao seu cliente um tratamento psicoterápico.

III. Psiquiatra

Quanto ao psicanalista, ou simplesmente “analista”, ele é o profissional que possui uma formação em psicanálise, método terapêutico criado pelo médico psiquiatra austríaco Sigmund Freud e revisto e atualizado por profissionais como Jacques Lacan.

Esse método consiste na interpretação dos conteúdos do chamado “inconsciente” de cada sujeito. Esses conteúdos podem ser palavras, ações e produções imaginárias de uma pessoa, baseada nas associações livres de pensamento e na transferência de desejos.

A psicanálise tem muitos instrumentos de trabalho próprios, sejam físicos, como o divã, ou abstratos, como termos tão conhecidos hoje, entre eles recalque, fantasia, castração, forças de repressão ou mesmo o termo inconsciente, sistematizado por Freud. Todos esses instrumentos são usados na clínica psicanalítica, já que o trabalho desse profissional se baseia no tratamento clínico do paciente.

A função específica da psicanálise é melhorar a relação do ser com o mundo e com os seus questionamentos sem fim. De forma geral, a psicanálise tem como objetivo auxiliar no autoconhecimento e na habilidade em lidar com problemas do próprio eu.

Para ser psicanalista o profissional não precisa ser psicólogo, basta ter uma formação em ensino superior e, após, fazer formação específica, que varia de quatro a seis anos, numa Escola de Psicanálise reconhecida pela Sociedade Brasileira de Psicanálise e, por fim, fazer testes comprovando sua capacidade de ser analista.

Em resumo, as principais diferenças entre os três profissionais da mente são essas. É certo que cada um tem a especificidade de sua profissão, mas, em geral, os três trabalham em conjunto para o tratamento das mais diversas patologias mentais. Dependência química, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), bipolaridade, depressão e ansiedade são os principais transtornos mentais que levam as pessoas a buscar tratamento com esses profissionais.

Cuidados emocionais e de planejamento na compra de um imóvel.

Não dá para prever o futuro, por isso planejar a vida financeira é fundamental para quem vai contratar em algum momento crédito imobiliário . Se você pretende empregar seus recursos na compra de um imóvel, seja à vista ou financiado, é muito importante fazer uma programação de orçamento em longo prazo. Veja cinco dicas importantes que podem te ajudar no planejamento financeiro e na compra do imóvel.

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I. Faça o levantamento preciso dos seus gastos mensais atuais

Débitos fixos como contas de consumo, despesas escolares, impostos e aluguéis, são os principais itens das despesas mensais. Veja o quanto da sua renda você já compromete com esses gastos e quanto irá comprometer com as parcelas do financiamento ou fazendo uma poupança para a futura compra.

II. Controle os gastos pessoais

Comprar um imóvel requer alguns cuidados em relação à administração do seu dinheiro. Portanto, além de programar seu orçamento, é importante controlar suas despesas pessoais, para não fazer gastos desnecessários. Entretanto, não necessariamente é preciso se privar do que gosta, basta ter um bom planejamento financeiro também para esses gastos, assim você reduzirá custos sem fazer grandes cortes no consumo. Pesquise a procura do menor preço antes de comprar um produto de interesse, por exemplo.

III. Verifique se a poupança ou financiamento imobiliário não comprometerão mesmo sua renda

Com os gastos atuais verificados é hora de ver o quanto dos seus rendimentos você tem disponível para investir em um imóvel. A análise cuidadosa de sua renda deve garantir que você não vai “ficar no vermelho”. O ideal é que, após pagar as contas mensais e a prestação do financiamento imobiliário (ou de aplicar o valor reservado à poupança dele), o comprador ainda possa reservar pelo menos 10% de sua renda mensal para emergências e 20% para uma poupança sem fim específico.

IV. Faça a escolha do imóvel certo

Se estiver certo que conseguirá investir em um empreendimento imobiliário sem comprometer sua renda é hora de pensar em seu imóvel. Você deve imaginar sua vida num prazo de, pelo menos, cinco anos: “dentro de alguns anos, vou estar casado, formar família, vou trabalhar na mesma área? Vou querer morar em qual bairro?”. É com essas perguntas respondidas que você terá uma melhor noção do imóvel que precisa. Assim, poderá pesquisar o valor dele na construtora e, sabendo qual o valor médio do seu investimento, saberá também quanto e por quanto tempo precisará poupar ou financiar o imóvel.

V. Cuidado com as emoções

Para a compra ser certeira, é necessário também não fazer nada pela emoção, colocar sempre a razão em primeiro lugar. Se você for passional demais, corre o risco de fazer uma compra por impulso que não atenda suas necessidades. Comprar com a “cabeça no lugar” é importante porque o investimento imobiliário é uma aplicação de longo prazo.
Essas duas últimas dicas são importantes, pois, se no futuro, você considerar que o imóvel financiado não corresponde mais às suas necessidades, terá gastos significativos para se mudar.

Seguindo essas dicas, é possível acompanhar seu orçamento de modo que sua receita fique estável, mesmo com o novo investimento. Assim, você não excederá as despesas previstas, pagará com tranquilidade as parcelas do financiamento (ou depositará a quantia prevista do investimento) e manterá sua vida financeira em ordem.